Esclarecimento

16/12/2011 08:00

A AMLPR sente-se na obrigação de esclarecer fatos que de maneira truncada e desairosas chegaram aos meios de comunicação, sugerindo que existe atrito e estremecimento entre a associação dos médicos legistas e a SESP, chegando a nominar a presidente da Associação e o Secretário de Segurança Pública do Paraná em notas levianas.

A Associação dos Médicos Legistas do Paraná – AMLPR esclarece:

Todas as nossas ações são coerentes com nossa missão, de “representar perante as autoridades administrativas e judiciárias os interesses individuais e coletivos de seus associados e colaborar com o Estado, com órgãos técnicos e consultivos, no estudo e solução dos problemas que se relacionem com nossa expertise”.

A AMLPR não tem por objetivo constranger, confrontar, ou muito menos acusar a SESP ou a pessoa do senhor Secretário de Segurança Pública do Paraná, do quer que seja.

Ninguém, melhor do que nós, sabe que o desmantelamento da nossa Instituição foi um processo contínuo de descaso dos diversos governos passados, que ignorando sua relevância a sociedade a lançaram nesta situação lastimável que se encontra hoje.

Também não nos eximimos da culpa da omissão, condição que exercemos por pelo menos uma década, quando a AMLPR permaneceu no ostracismo e pela qual pagamos com nosso próprio sangue e nossa dignidade, quando da intervenção do IML por militares aposentados e suas estratégias de caserna e truculência desmedida.

A AMLPR desde sua reativação em março deste ano vem tentando incansavelmente dialogar com o governo.

Tenta através de estudos e projetos o convencimento para a implantação de melhorias e incentivo a carreira e a instituição. (1. Projeto entregue na SESP em 29/03/2011, 2. Estudo de proventos, prt: 11.172.699-0)

E muito mais do que solicitar medidas urgentes nas condições indignas de trabalho, que abnegadamente a categoria vem desempenhando no Instituto Médico Legal do Paraná, também busca respostas para situações inexplicáveis como a permanência, em cargo de direção de um militar, remanescente da famigerada intervenção do governo Roberto Requião.

 O porquê da gestão isolada, não participativa da atual direção, de onde não obtemos respostas as nossa indagações e sim retaliações, e que passado quase um ano a frente do IML não se dirigiu aos seus; como se inimigos fossemos e não colegas de profissão, embora imersos num mesmo ambiente sucateado e degradante; utópico seria imaginarmos se algum plano ou projeto nos foi apresentado para ciência, quiçá colaboração, neste ínterim.

Infelizmente, a SESP não se abriu ao diálogo, e apesar de já tardias e factíveis, providência alguma foi tomada. (Doc 11.171.716-8)

A  OAB- PR, O Sindicato dos Médicos do Paraná, tentaram intermediar esta comunicação sem êxito,  a linha de governo declarada pelo governador Beto Richa de que o diálogo seria a sua marca, não foi assimilada pela assessoria da SESP, que tem se mostrado insensível e prejudicial a quem serve, uma vez que não vem desempenhando a contento seu papel facilitador junto ao senhor Secretário.

Visto que, nunca tivemos dúvida e sempre fomos crentes na inteligência, do preparo técnico, pró-atividade e boas intenções do nosso Secretário de Segurança, que jamais manifestaria animosidade com a categoria dos Médicos Legistas, nem tomaria como pessoal pedidos legítimos e urgentes de companheiros eleitos pela categoria para representá-la, pois são sentimentos e atitudes que perecem ao cargo por ele ocupado e distantes do homem público que é.

Resta-nos acreditar, que se há uma dificuldade de entendimento não é advinda da categoria dos médicos legistas nem do senhor Secretário.

Estamos e estaremos sempre abertos ao diálogo com as autoridades, à população e a quem quer que tenha por objetivo resgatar o combalido, o quase inumado Instituto Médico Legal do Paraná.

E apesar do sentimento de abandono e orfandade, nossa vontade é férrea e não foi abalada.

Continuaremos incansáveis, como cidadãos cobrando para que o serviço à comunidade seja de qualidade, como médicos pois  amamos a profissão que abraçamos e queremos exercê-la dignamente e como servidores do estado, pois amamos nosso Paraná e o queremos grande.

 

Diretoria da AMLPR

Curitiba, dezembro de 2011