O que nos faz tão pequenos...

14/02/2014 20:03

O cheiro forte e conhecido era sentido já no pátio do velho edifício.

Na sala, procuramos logo minimizá-lo com uma simples máscara cirúrgica, dessas bem simples.

Não havia.

E não era só, logo a energia foi suspensa pela companhia elétrica, e o cheiro foi esquecido, pois era preciso improvisar para que findasse a sutura da vítima recém necropsiada.

Prevenido, uma pequena lanterna que não sai da maleta foi a solução...

Ora, fato fortuíto, pensei.

Pois bem, passaram-se os dias, retorno para cumprir mais um plantão e neste além de faltarem as máscaras, agora faltavam toucas de proteção...

Findo o trabalho, me senti pequeno e humilhado.

Saí, precisava de ar.

 


Fevereiro/2014