O que nos faz tão pequenos...
O cheiro forte e conhecido era sentido já no pátio do velho edifício.
Na sala, procuramos logo minimizá-lo com uma simples máscara cirúrgica, dessas bem simples.
Não havia.
E não era só, logo a energia foi suspensa pela companhia elétrica, e o cheiro foi esquecido, pois era preciso improvisar para que findasse a sutura da vítima recém necropsiada.
Prevenido, uma pequena lanterna que não sai da maleta foi a solução...
Ora, fato fortuíto, pensei.
Pois bem, passaram-se os dias, retorno para cumprir mais um plantão e neste além de faltarem as máscaras, agora faltavam toucas de proteção...
Findo o trabalho, me senti pequeno e humilhado.
Saí, precisava de ar.
Fevereiro/2014